terça-feira, 30 de abril de 2013

Filho acusado de matar mãe e padrasto em Bocaina é inocente, aponta investigação


Um dos suspeitos do assassinato brutal do casal de aposentados em Bocaina – filho de uma das vítimas – agora é apontado como inocente e sem envolvimento direto no crime.

Pedro Crisóstomo Rocha, 31 anos, foi preso na tarde do dia 06 de abril após Mario Mariano da Rocha apontar sua participação na morte  de Simão Leôncio de Araújo, 75 anos, e de Maria José da Rocha, 57 anos, sua mãe.


Na noite da prisão, em entrevista ao RiachaoNet, Pedro Rocha negou qualquer envolvimento no crime e afirmou estar sendo injustiçado. A versão foi sustentada também em depoimento à polícia. “Deus está vendo que eu não fiz isso, é uma coisa que estão jogando pra cima de mim. Eu não tenho coragem de matar uma formiga”, declarou.

As palavras do filho da aposentada aos poucos se mostraram verdadeiras.

O segundo suspeito, que também foi preso no mesmo dia, Mario Mariano da Rocha, 21 anos, confessou participação no crime. Segundo informações do agente de polícia civil Joel Cardoso em entrevista à Rádio Liderança, Mario afirmou durante a reconstituição do crime e em depoimento que teve ajuda de Pedro Rocha durante toda a ação. Mas contradições em seu depoimento levantaram suspeitas.

Investigação

À polícia, Mario Mariano contou que entregou algumas das evidências do crime a Pedro Rocha para que ele as destruísse. O andamento das investigações e a descoberta de provas enterradas a até sete quilômetros de distância do local do crime foram desvendando o quebra-cabeça.

“Encontrei a faca, duas camisas (mangas curtas e manga comprida com capuz), luvas, cueca, uma calça jeans preta, uma faca de 12 polegadas um pouco desgastada, um revólver de brinquedo e documentos do Simão enterrados a cerca de dois quilômetros da casa de rações do pai do Mariano”, declarou Joel Cardoso. A proximidade entre o local em que as provas foram encontradas e a casa de Mario chamaram a atenção.

Após a descoberta das evidências, o depoimento de Mario Mariano foi confrontado e ele resolveu contar uma nova versão à polícia, dessa vez inocentando Pedro Rocha. No segundo depoimento, o suspeito diz ter matado o casal sozinho para roubar, mas se arrependeu e acabou saindo da casa levando apenas algumas moedas. Ele também afirma que o assalto ao casal teria sido encomendado por Pedro Rocha ainda no dia 30 de março.


“Só após mostrar toda a contradição em que estava mergulhado é que ele resolveu contar a verdade e dizer que praticou o crime sozinho e que naquele dia nem havia visto o Pedro”, explica o agente de polícia.

A polícia não descarta a possibilidade de que familiares de Mario Mariano possam estar envolvidos na ocultação de provas.

Fonte: Riachãonet

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