O litoral ficou quase 14 horas sem energia prejudicando mais de 350 mil habitantes. Eletrobras ajuizará ação contra obra.
Momentos
antes da coletiva iniciar oficialmente, o Cidadeverde.com teve
informações de que o governador do Piauí, Wilson Martins, vai entrar com
ação contra a Eletrobras Piauí devido o apagão registrado no litoral do
Estado durante o Carnaval 2013.
Foto: Yala Sena/Cidadeverde.com
No
local, já estão presentes o assistente da presidência da Distribuidora,
José Salan e o diretor de Operações da Eletrobras Piauí, Joaquim Rolim.
O procurador-geral do Estado, Kildere Rone, e o presidente da Agespisa, Antonio Filho também participam da entrevista coletiva.
Kildere
revelou que na manhã desta quarta-feira teve reunião com o governador e
que a Procuradoria recomendou Ação Civil Pública contra a Eletrobrás
por danos contra a população e a imagem. A medida também pede
ressarcimento.
“O governo tem investido
recursos no turismo do Piauí e ações como os apagões prejudicam o plano
de turismo do Estado”, justifica o procurador-geral.
Antonio
Filho disse ainda que a Agespisa não entrará com ação com a Eletrobras,
apenas o governo do Estado. “Temos pacote de ações para investir no
litoral para evitar a falta de água”, garante.
Ele relembra ainda que a Agespisa depende da Eletrobras porque o bombeamento de água é feito com energia elétrica.
Atualizada às 16h (Horário local)
O
governador Wilson Martins (PSB) está convocando uma coletiva nesta
quarta-feira de cinza, às 16h, para falar sobre o apagão e os prejuízos
no litoral piauiense durante o Carnaval. A coletiva será no Palácio de
Karnak.
O
litoral ficou quase 14 horas sem energia prejudicando mais de 350 mil
habitantes. A Eletrobras argumentou que o temporal e uma obra de
condomínio provocaram o apagão nas cidades de Parnaíba, Luis Correia,
Coqueiro e em Barra Grande. Três postes, que faziam a principal
transmissão de energia, foram tombados deixando sem luz e água os
municípios.
O pagão foi atacado nas redes sociais e foi destaque na mídia nacional.
A
Eletrobras informou que vai acionar a Justiça para responsabilizar a
construtora pela queda dos postes e arcar com os prejuízos causados a
empresa.
A
direção da companhia informou que as bases dos postes foram alterados
com a obra do condomínio na entrada da cidade de Parnaíba. Os postes
estavam fincados a três metros de profundidade e com a obra foi reduzido
para um metro.
fonte cidade verde