Menina de 12 anos era dopada e agredida pela própria mãe para ser entregue a abusador; Polícia Civil indiciou genitora e empresário de 57 anos.
Um bilhete desesperado escrito por uma criança de 12 anos colocou fim a um ciclo de tortura e exploração sexual na região de Estrela do Sul, em Minas Gerais. A vítima entregou a carta a uma colega de escola, relatando que era obrigada pela própria mãe a se prostituir e sofria constantes ameaças de morte caso revelasse o esquema. O pedido de ajuda deu início a uma investigação da Polícia Civil que culminou no indiciamento da genitora, de 26 anos, e de um empresário de 57 anos, ambos presos desde o final de janeiro.
As investigações apontam que a mãe da vítima atuava como agenciadora dos abusos, utilizando métodos cruéis para viabilizar os encontros. Para minimizar as reações da filha e facilitar as agressões, a mulher dopava a menor com remédios sedativos e aplicava pomadas anestésicas em suas partes íntimas. Além da violência psicológica e das ameaças de morte, a criança era agredida fisicamente com fios quando tentava resistir à coerção materna.
O flagrante que desencadeou as prisões ocorreu no dia 24 de janeiro, quando a polícia localizou o empresário nu em sua chácara, acompanhado da menina, que foi encontrada em estado de choque dentro do quarto. Diante das provas colhidas e dos depoimentos, o homem responderá pelo crime de estupro de vulnerável cometido de forma reiterada, enquanto a mãe foi indiciada por favorecimento à prostituição de vulnerável. O inquérito policial já foi concluído e encaminhado à Justiça de Minas Gerais para o devido processo legal.
