Operação Macondo desarticula organização que movimentava milhões com agiotagem no Piauí

 


A ação visa desarticular uma organização criminosa especializada em um esquema sistemático de concessão irregular de crédito a popular agiotagem
Foto Internet

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A Secretaria de Segurança Pública do Piauí deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a segunda fase da Operação Macondo. A ação visa desarticular uma organização criminosa especializada em um esquema sistemático de concessão irregular de crédito a popular agiotagem que utilizava mecanismos de coerção e domínio territorial para cobrar trabalhadores informais e pequenos comerciantes.

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Com foco em 27 investigados, a operação mobilizou as forças de segurança em três estados, cumprindo 24 mandados de prisão temporária e 26 de busca e apreensão. As equipes atuaram em cidades como Teresina, Floriano, Picos, Oeiras, além de Timon (MA) e Tianguá (CE). Até o fechamento desta edição, seis pessoas já haviam sido presas.

Um dos pontos centrais da operação foi o bloqueio judicial de até R$ 1 milhão nas contas dos investigados. Segundo a polícia, o grupo mantinha movimentações financeiras milionárias, totalmente incompatíveis com a renda declarada. A medida visa impedir que os suspeitos ocultem o patrimônio obtido através da exploração econômica de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Treinamento defesa

O delegado Matheus Zanatta, superintendente de Operações Integradas, destacou que a organização não apenas emprestava dinheiro a juros abusivos, mas usava a força para garantir os pagamentos. “Nosso trabalho é proteger a população e desarticular essas estruturas que atuam à margem da lei, explorando vulneráveis por meio de coerção e intimidação”, afirmou.

A operação foi uma ação coordenada pela Superintendência de Operações Integradas (SOI) e contou com o suporte da:

  • Diretoria de Inteligência da PC e SSP;
  • FEISP e Polícia Militar (ROCAM);
  • Diretoria de Operações de Trânsito (DOT);
  • Núcleo de Operações com Cães.

Os detidos foram encaminhados para a sede da SSP para os procedimentos legais e devem responder por organização criminosa e extorsão.

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