A Coluna obteve acesso, com exclusividade, ao nome do contador prelo pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), na terceira fase da Operação Cartão, deflagrada na manhã desta quinta-feira (26). José Joaquim Ramos Couto é apontado pela Polícia Civil como responsável por um esquema criminoso de furtos de cartões de crédito para efetuar compras em nome das vítimas.
Em entrevista à reportagem do GP1, o delegado Humberto Mácola, coordenador do DRCC, explicou que o grupo se dividia em três núcleos, que foram desbaratados em três operações distintas: um era responsável por solicitar segunda via de cartões e interceptar a entrega junto aos Correios; outro detinha as maquininhas em que eram feitas as compras fraudulentas.
“O grupo conseguia solicitar a segunda via dos cartões e, antes da entrega ao verdadeiro titular, abordava o entregador para ficar com o cartão. Na primeira fase, prendemos quem fazia essa interceptação. Na segunda, os responsáveis pelas maquininhas. Agora, chegamos ao contador, que era quem cooptava essas pessoas e ajudava a manter o esquema funcionando”, detalhou o delegado.
Prejuízo ultrapassam R$ 200 mil
Segundo a Polícia Civil, o golpe já causou um prejuízo significativo às vítimas. A estimativa inicial é de cerca de mais de R$ 200 mil em perdas, mas o valor pode ser ainda maior.
“Já identificamos pelo menos R$ 200 mil em prejuízo, mas novas vítimas estão surgindo com o mesmo modo de operação, o que pode elevar esse montante”, afirmou Humberto Mácola.
Investigações continuam
A polícia segue com as investigações e não descarta a possibilidade de que o grupo tenha atuação fora do Piauí. Ainda conforme o delegado, a estrutura organizada, com divisão de tarefas e atuação contínua, pode caracterizar o crime como organização criminosa, o que será analisado ao final do inquérito.
Rapidinhas
Acusado de matar adolescente durante tentativa de assalto é preso pelo DHPP
O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) prendeu, nessa quinta-feira (26), um homem identificado como Edson, suspeito de envolvimento na morte do adolescente Luelder Rodrigues Alves, de 15 anos, ocorrida no dia 5 de agosto de 2025, na zona leste de Teresina.
O jovem foi morto a tiros durante uma tentativa de assalto no bairro São João. Segundo informações do DHPP, Luelder havia saído de casa com a motocicleta do pai, mesmo após ter sido orientado a não sair. Ele foi encontrado já sem vida, caído na via pública e ainda com o capacete na cabeça.
De acordo com o delegado Bruno Ursulino, responsável pelo caso, as investigações apontaram inicialmente para um suspeito que teria levado o adolescente até o local onde ele foi executado. No entanto, após a prisão, o homem conseguiu comprovar que não participou diretamente do homicídio. “Com a prisão dele, ele apresentou elementos que mostraram que não levou o Luelder para ser morto. Durante o depoimento, ele trouxe novas informações e reconheceu o indivíduo preso hoje como sendo um dos autores dos disparos”, explicou o delegado.

A partir dessas informações, a Polícia Civil avançou nas investigações e identificou o suspeito preso como o possível atirador. Ainda conforme o delegado, há indícios de que o crime tenha relação com uma rivalidade entre grupos criminosos de regiões da capital. “Eles já tinham uma rixa antiga, envolvendo áreas como Terra Prometida, Ilhotos e Parque Ferroviário. Existe um histórico de conflitos entre esses grupos”, afirmou Bruno Ursulino.
O suspeito nega participação no crime, mas, segundo a polícia, apresentou contradições durante o depoimento. Ele também possui uma extensa ficha criminal, com passagens por crimes como homicídio, latrocínio, roubo e receptação.
As investigações indicam ainda que o homem teria ligação com facção criminosa e que estava escondido na região do bairro Torquato Neto após ter sido alvo de uma tentativa de homicídio.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1