O SIMEPI (Sindicato dos médicos do Piauí) esteve no HEDA neste fim de semana. Eles encontraram o que todo mundo, ou quase todo parnaibano/piauiense sabe: a superlotação e o difícil acesso.

 


Pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde convivem há anos com corredores cheios, espera prolongada e uma estrutura constantemente pressionada pela demanda. A inspeção apenas colocou em relatório aquilo que a rotina já havia registrado inúmeras vezes.


Em 1º de julho de 2023 quando assumiu a gestão do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde, o ISAC (Instituto Saúde e Cidadania), prometeu modernização, melhoria de fluxos, humanização e qualidade no atendimento. No papel, o projeto parecia um manual de boas práticas. 


Mas na prática não é nada disso que acontece. Principalmente se falarmos do pronto atendimento do HEDA. Que transforma um fluxo que deveria expresso em exaustão, espera e atrasos.


Desde que assumiu o HEDA, o ISAC costuma destacar números positivos falando em queda nas infecções hospitalares, reformas, novos equipamentos e aumento dos atendimentos. Mas na prática o hospital continua com os mesmos problemas crônicos e complexos.


Basta caminhar pelos corredores do hospital para encontrar uma realidade que desafia os relatórios e a PROPAGANDA. A vistoria do Sindicato dos Médicos só expôs aquilo todos sabem.


A impressão é de que existem dois HEDAs: o das apresentações institucionais (estamos em época de eleição) e o de quem espera horas por atendimento, enfrenta corredores lotados, banheiros imundos, maqueiros limitados e profissionais extremamente sobrecarregados.

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