segunda-feira, 30 de maio de 2011

FMI deve trabalhar pela estabilidade do câmbio, diz Lagarde


Tema é caro ao Brasil, que vem sofrendo com a desvalorização do dólar.
Ministra francesa veio ao Brasil em campanha pelo comando do Fundo.

Fábio

A ministra das Finanças francesa, Christine Lagarde, candidata a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) e que visita o Brasil em campanha, disse nesta segunda-feira (30) que deve ser papel do fundo trabalhar para evitar que hajam mudanças bruscas no valor das moedas.
O tema é caro ao Brasil, que vem sofrendo com a desvalorização do dólar em relação ao real. O dólar barato deixa os produtos nacionais menos atrativos no exterior e incentiva no país as importações.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, recebeu a candidata francesa ao comando do FMI, Christine Lagarde, nesta segunda-feira (30) (Foto: Reuters)O ministro da Fazenda, Guido Mantega, recebeu a candidata francesa ao comando do FMI, Christine Lagarde, nesta segunda-feira (30) (Foto: Reuters)
“Precisamos ter cuidado com a volatilidade do câmbio, [trabalhar para] que ele seja mais estável, mais previsível”, disse Lagarde. Ela apontou, porém, que nesta questão não se pode tirar uma conclusão geral e sim analisar casos específicos já que a flutuação do câmbio pode ser vantajosa ou desvantajosa, dependendo do país.
Lagarde, que se reuniu em Brasília com os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), além do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse que não discutiu nos encontros a proposta brasileira de um mandato “tampão” para o FMI, ou seja, que o novo diretor-gerente seja escolhido para completar o mandato do demissionário Dominique Strauss-Kahn, que terminaria no final de 2012.
Ela também afirmou que não assumiu nenhum tipo de compromisso com o governo brasileiro em troca de apoio na eleição para o cargo e que as reuniões serviram apenas para trocar com as autoridades do país posições sobre o papel do FMI.

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