domingo, 17 de abril de 2016

Cinco deputados do PI votam contra impeachment

Os 10 deputados federais do Piauí já votaram neste domingo (17), na Câmara Federal em Brasília, o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Cinco votaram favoráveis ao impedimento de Dilma e cinco votaram contra.  O Piauí foi o 20ª estado a votar.

Os deputados Átila Lira (PSD), Heráclito Fortes (PSB), Iracema Portella (PP), Júlio Cesar (PSD) e Rodrigo Martins (PSB) deram seus votos a favor do impeachment de Dilma.


Os deputados Assis Carvalho (PT), Rejane Dias (PT), Capitão Fábio Abreu (PTB), Paes Landim (PTB) e Marcelo Castro (PMDB) votaram contrários ao processo.

Neste sábado (16) a presidente Dilma Rousseff recebeu no Palácio do Planalto os deputados piauienses que são contra o impeachment, além dos suplentes Mainha, Flávio Nogueira e a senadora Regina Sousa.


Ceará é a primeira bancada a ter maioria contra impeachment
(Atualizado às 21h10)
O Ceará, com 22 deputados, foi o primeiro estado a ter maioria contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff com 11 votos. Os votos a favor do processo foram 9. A bancada registrou uma ausência, do deputado Aníbal Gomes (PP) e uma abstenção, da deputada Gorete Pereira (PR). O Ceará foi o 17º estado a votar.

A votação está ocorrendo individualmente. Conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão na última sexta-feira (15), a votação seguirá conforme o regimento interno da Câmara com chamada alternada de deputados da Região Norte para a Sul. Em cada estado, ela será nominal por ordem alfabética. O último a votar será o deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL), cujo partido fechou questão no apoio a presidenta Dilma e já anunciou que irá expulsar da sigla os infiéis.


Maioria dos deputados do Maranhão vota a favor do impeachment
(Atializado às 20h52)

Mesmo com atuação forte do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), a maioria dos deputados do estado votou pela abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Dos 18 deputados maranhenses, dez votaram pelo afastamento de Dilma e oito contra a abertura do processo. O estado garantiu 55,56 % dos votos favoráveis ao parecer do relator, Jovair Arantes (PTB-GO), e 44,44% contra.

Até o momento, o placar mostra 216 votos pelo impeachment, 69 contra e cinco abstenções. Neste momento, estão votando os deputados do Ceará.

A aprovação depende do voto de 342 deputados (2/3 dos 513) a favor do parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que recomenda a abertura de processo contra Dilma. O relator considerou que houve crime de responsabilidade da petista por editar decretos de crédito suplementares sem autorização do Congresso e pelo atraso de pagamentos que ficou conhecido como pedaladas fiscais.

Se o processo for admitido, o julgamento da presidente será conduzido pelo Senado.

São Paulo tem 57 votos a favor do impeachment e 13 não
(Atualizado às 20h30)

O estado com a maior representação na Câmara dos Deputados, São Paulo, finalizou com 57 a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff e 13 votos contrários. A bancada paulista tem 70 vagas na Casa, distribuídas entre partidos aliados e oposicionistas. Durante as votações, quando parlamentares podem falar por dez segundos, governistas enfatizaram que o processo é um golpe.

O voto de Paulo Maluf (PP), que chegou a gerar expectativas durante a última semana, seguiu a orientação do partido que fechou questão e anunciou que expulsaria parlamentares que votassem contra o processo. De outro lado, Arlindo Chinaglia (PT), afirmou que o caminho mais curto para garantir a democracia é pelas eleições e foi o primeiro a se manifestar contra o impeachment. O apoio ao governo foi seguido pelos também petistas Carlos Zaratini, José Mentor e Ana Perugini, entre outros.

Por outras legendas, Dilma também recebeu os votos contrários ao processo dado pelos parlamentares do PSOL. Ivan Valente, líder da legenda, voltou a atacar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de conduzir o processo “sem ter legitimidade” já que é réu em processo no Supremo Tribunal Federal (STF), e o vice-presidente da República, Michel Temer, que assume a vaga de Dilma caso o Senado aprove o pedido. “A eleição de Temer pelo impeachment é uma fraude”, disse Ivan Valente.

O voto favorável do deputado Tiririca (PR) causou reboliço no plenário. Dias antes da votação, Tiririca foi perguntado por jornalistas como votaria e sintetizou: “no microfone”.

A aprovação do processo depende do voto de 342 deputados (2/3 dos 513) a favor do parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que recomenda a abertura de processo contra Dilma, por considerar que houve crime de responsabilidade da petista por editar decretos de crédito suplementares sem autorização do Congresso e pelo atraso de pagamentos que ficou conhecido como pedaladas fiscais. Se o processo for admitido, o julgamento da presidente será conduzido pelo Senado.

A votação está ocorrendo individualmente. Conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão na última sexta-feira (15), a votação seguirá conforme o regimento interno da Câmara com chamada alternada de deputados da Região Norte para a Sul. Em cada estado, ela será nominal por ordem alfabética. O último a votar será o deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL), cujo partido fechou questão no apoio a presidenta Dilma e já anunciou que irá expulsar da sigla os infiéis.

Tendência da apuração sinaliza vitória do Impeachment
(Atualizada às 20h22)

Pela tendencia da votação, registrando uma diferença do voto Sim para o voto Não, numa proporcionalidade de mais de 27% de diferença, a apuração dos votos na Câmara dos Deputados já sinaliza a aceitação do pedido de afastamento da presidenta Dilma, do cargo de presidente da República. 

Para conseguir evitar o impeachment, Dilma precisará ter pelo menos 33%.

Na atendencia atual, a projeção é de que os votos contra o impeachment semam em torno de 140 a 144. Os governistas apostam em mudanças de última hora. 

A maioria dos parlamentares que votam pela abertura do processo de impeachment justificam sua escolha em virtude da “nação evangélica”, “pela sua família” e “pelo combate” à corrupção. Já os contrários se justificam em nome da constituição, aos trabalhadores e “Não ao golpe”. 

São Paulo tem 57 votos a favor do impeachment e 13 não

O estado com a maior representação na Câmara dos Deputados, São Paulo, finalizou com 57 a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff e 13 votos contrários. A bancada paulista tem 70 vagas na Casa, distribuídas entre partidos aliados e oposicionistas. Durante as votações, quando parlamentares podem falar por dez segundos, governistas enfatizaram que o processo é um golpe.

A aprovação do processo depende do voto de 342 deputados (2/3 dos 513) a favor do parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que recomenda a abertura de processo contra Dilma, por considerar que houve crime de responsabilidade da petista por editar decretos de crédito suplementares sem autorização do Congresso e pelo atraso de pagamentos que ficou conhecido como pedaladas fiscais. 

Líder diz que governo vai derrubar impeachment na metade da votação

O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE) disse acreditar que o governo vencerá a votação de hoje (17), quando chegar aos deputados dos estados do Nordeste. “Teremos mais de 172 votos para derrotar o impeachment, do meio pro fim [da votação] vamos virar o jogo porque o país esta comprometido com a liberdade da democracia.”

O líder disse acreditar na vitória do governo na votação, confiando no apoio de partidos como PSOL e Rede. “Mesmo fazendo oposição ao governo, [esses partidos] não se renderam ao canto da sereia”, disse.

Para Guimarães, o impeachment não é o caminho para sair da crise e não se pode aceitar que o vice-presidente da República, Michel Temer, capitaneie um “processo de golpe de Estado”.

Rondônia vota pela admissibilidade do impeachment, Goiás teve um contra

Todos os deputados do estado de Rondônia, oito ao todo, votaram a favor da admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. É o segundo estado em que toda bancada vota favoravelmente ao afastamento da presidente. Já entre os deputados goianos, 16 declararam voto a favor do impeachment, e o deputado Rubens Otoni (PT) votou contra.

A aprovação depende do voto de 342 deputados (2/3 dos 513) a favor do parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que recomenda a abertura de processo contra Dilma, por considerar que houve crime de responsabilidade da petista por editar decretos de crédito suplementares sem autorização do Congresso e pelo atraso de pagamentos que ficou conhecido como pedaladas fiscais. Se o processo for admitido, o julgamento da presidente será conduzido pelo Senado.

Tocantins e Mato Grosso têm maioria a favor do impeachment

Dos oito deputados tocantinenses, apenas um votou contra a admissibilidade do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O voto contrário foi do deputado Vicentinho Júnior (PR-TO). Na bancada matogrossense, os deputados Ságuas Moraes (PT) e Valtenir Pereira (PR) votaram contra o prosseguimento do processo. Os demais integrantes da bancada (seis) foram favoráveis ao afastamento de Dilma.

A aprovação depende do voto de 342 deputados o que representa dois terços do total de parlamentares (513) a favor do parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO). Arantes recomenda a abertura de processo contra Dilma, por considerar que ela cometeu crime de responsabilidade ao editar decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso Nacional e ao atrasar pagamentos, em manobras que ficaram conhecidas como  pedaladas fiscais.

Pará teve 17 votos favoráveis ao impeachment, 10 contrários e uma abstenção
(Atualizado às 19h)


Quinto estado a votar com 17 parlamentares, o Pará declarou 10 votos favoráveis ao impeachment seis contrários e uma abstenção.
 A aprovação depende do voto de 342 deputados (dois terços dos 513) a favor do parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que recomenda a abertura de processo contra Dilma, por considerar que houve crime de responsabilidade da petista por editar decretos de crédito suplementares sem autorização do Congresso e pelo atraso de pagamentos que ficou conhecido como pedaladas fiscais. Se o processo for admitido, o julgamento da presidente será conduzido pelo Senado.
Em seguida, votou o estado do Paraná, com 26 deputados a favor e quatro contra a admissibilidade do impeachment. Até momento, 120 dos 513 deputados votaram.
A votação está ocorrendo individualmente. Conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão na última sexta-feira (15), a votação seguirá conforme o regimento interno da Câmara com chamada alternada de deputados da Região Norte para a Sul. Em cada estado, ela será nominal por ordem alfabética. O último a votar será o deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL). O PDT fechou questão no apoio a presidenta Dilma e já anunciou que irá expulsar da sigla os infiéis.

O Rio Grande do Sul fechou com placar de 32 votos a favor, 9 contra e uma abstenção do deputado Pompeo de Matos (PDT), que explicou que não poderia votar a favor do processo por determinação do partido. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), explicou que fará a primeira chamada imediatamente depois da primeira. Se o parlamentar não estiver presente não poderá mais se manifestar.

Maioria dos deputados de Santa Catarina e do Amapá vota pelo impeachment
(Atualizado às 18h37)

Dos 16 deputados do estado de Santa Catarina, 14 votaram a favor e dois contra a admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Já na bancada do Amapa, quatro votaram favoravelmente, três contra e o deputado Vinicius Gurgel se absteve.

A aprovação depende do voto de 342 deputados (2/3 dos 513) a favor do parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que recomenda a abertura de processo contra Dilma.

O relator considerou que houve crime de responsabilidade da petista por editar decretos de crédito suplementares sem autorização do Congresso e pelo atraso de pagamentos conhecido como pedaladas fiscais. Se o processo for admitido, o julgamento da presidente será conduzido pelo Senado.

A votação está ocorrendo individualmente, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal.

Começa votação do impeachment de Dilma
(Atualizada às 17h52)
Depois do pronunciamento do relator do parecer a favor do impeachment, Jovair Arantes (PTB), e as considerações dos líderes dos partidos, a Câmara de Deputados dá início à votação dos parlamentares.

Conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão extraordinária realizada na última sexta-feira, a votação segue conforme o regimento interno da Câmara, com chamada alternada de deputados da Região Norte para a Sul.

Em cada estado, a chamada será nominal, por ordem alfabética. Assim, deputado Abel Mesquita Jr (DEM), de Roraima, será o primeiro a votar. Alagoas será o último estado a se manifestar, com o deputado Ronaldo Lessa (PDT), que encerrará a primeira chamada de votação. Para os parlamentaras que perderem a primeira chamada, haverá uma segunda convocação para que se manifestem.

Líderes partidários iniciam discussão do impeachment
(Atualizada às 16h11)
Líderes partidários iniciaram a discussão sobre o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff na sessão da Câmara dos Deputados que votará processo. Antes, o relator da Comissão Especial do Impeachment, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), reapresentou os principais pontos de seu parecer, favorável ao impedimento da presidenta.

Os 25 líderes de partidos com representação na Casa poderão fazer considerações e orientar suas bancadas para a votação. O primeiro líder a falar foi o líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ), porque o partido tem a maior bancada da Casa.

Em seguida, o líder do PT, que tem a segunda maior bancada, deputado Afonso Florense (BA) foi à tribuna. O terceiro a usar a palavra foi o líder do PSDB, deputado Antonio Imbassahy (BA).

O tempo de cada liderança é proporcional ao tamanho das bancadas na Câmara. O último a falar será o líder do PMB, Wellington Prado (MG)
 
 

Cunha abre sessão da Câmara que votará processo de impeachment

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), abriu pontualmente às 14h deste domingo (17), a sessão na qual os deputados federais irão decidir se abrem ou não processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
 
Antes de ser autorizado o início da votação, o relator do processo na comissão especial do impeachment, Jovair Arantes (PTB-GO), terá direito a discursar por até 25 minutos para defender seu relatório que recomenda a abertura do processo de afastamento da presidente da República. A previsão da direção da Câmara é que a votação do impeachment tenha início por volta das 16h.
 
Os líderes partidários também poderão usar a palavra antes do início da votação. O tempo varia de 3 a 10 minutos, de acordo com o tamanho da bancada, além de mais um minuto para orientação do voto dos deputados da legenda.

Cada um dos 513 deputados será chamado ao microfone do plenário da Câmara para apresentar se é contra ou favorável ao impeachment. A previsão é de que cada parlamentar gaste, em média, 30 segundos para votar. A ordem de chamada será por estado, começando pelo Norte, mas intercalando com o Sul. Veja aqui a ordem de votação

São necessários, no mínimo, 342 votos "sim" para que o parecer do relator da comissão especial de impeachment, Jovair Arantes (PTB-GO), seja aprovado. Ele recomenda no documento a continuidade do processo de afastamento da petista.
 
Se aprovado, o processo vai para o Senado, que terá que decidir se acolhe a denúncia e julga a presidente por crime de responsabilidade. Caso não sejam alcançados os 342 votos, o processo é arquivado. Entenda como funciona todo o processo de impeachment

Os debates que antecederam a votação começaram às 8h55 de sexta-feira (15) e seguiram em sessão ininterrupta até as 3h42 deste domingo (17), contabilizando quase 43 horas de discursos. Foi a sessão mais longa da história da Câmara.

Na última etapa de debates, com os discursos individuais dos deputados contra e a favor do impeachment, havia ao todo 249 parlamentares inscritos para falar. Porém, somente 119 discursaram. Ao menos 60 já haviam anunciado que abriam mão do tempo de fala para acelerar o debate e permitir a votação nesta tarde.
 
 

Veja passo a passo como será a sessão deste domingo:

– Antes dos deputados votarem, terá a palavra por 25 minutos o relator Jovair Arantes.

– Os líderes partidários poderão usar a palavra. O tempo varia de 3 a 10 minutos, de acordo com o tamanho da bancada, além de mais um minuto para orientação do voto dos deputados da legenda.

– A votação é por chamada nominal. A ordem começará com deputados do Norte e será feita alternância entre parlamentares do Norte e do Sul. Dentro de cada estado, a ordem de chamada é alfabética.

– Cunha vai decidir na hora se sai da Presidência para votar na chamada dos deputados do Rio ou se votará por último. 

– Cada um dos deputados é chamado ao microfone para anunciar seu voto. Eles se levantam, vão ao microfone e respondem "sim" (aprovação), "não" (rejeição) ou "abstenção".

– Cada deputado deve gastar, em média, 30 segundos para votar, contando deslocamentos e pequenos discursos. Não haverá encaminhamento de votação nem questões de ordem nesse período.

– Os votos serão registrados por quatro secretários posicionados na Mesa, próximos do presidente Eduardo Cunha. Um registra os votos "sim", outro os "não", o terceiro registra as abstenções, e o quarto, os deputados ausentes.

– Quando o deputado anunciar seu voto, o secretário do voto correspondente diz em voz alta o nome do deputado, o voto e quantos votos daquele já existem.

– Terminada a chamada dos 513, faz-se uma segunda chamada dos que estavam ausentes na primeira.

– Com 342 votos "sim" (2/3 dos 513 deputados), o parecer é aprovado e é autorizada instauração de processo de impeachment da presidente da República. Caberá ao Senado decidir se processa e julga a presidente.

– Se não alcançar 342 votos, o parecer pró-impeachment é arquivado.


G1, Jornal do Brasil e Agência Brasil

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